Pela primeira vez, a Conferência das Nações Unidas sobre Mudança do Clima acontece no Brasil — um momento estratégico para evidenciar que soluções locais podem gerar impactos globais e que a Amazônia continua sendo parte da solução para o equilíbrio do clima.
No Amazonas, povos indígenas e comunidades ribeirinhas, junto a técnicos e pesquisadores, desenvolveram um sistema de manejo que recuperou populações de pirarucu, protegeu ecossistemas inteiros e fortaleceu a organização social local. Ao conservar florestas e áreas de várzea, essas práticas contribuem diretamente para a mitigação das emissões de carbono e para a adaptação às mudanças climáticas, ao manter o equilíbrio dos ciclos das águas, reduzir o risco de incêndios e preservar a fertilidade dos solos.
Mais do que uma estratégia de conservação, o manejo do pirarucu é uma resposta concreta à crise climática — construída coletivamente a partir dos territórios e capaz de inspirar o mundo na COP 30.
Formado em 2018, o Coletivo do Pirarucu reúne cerca de 2.500 famílias — entre povos indígenas, ribeirinhos e extrativistas — que praticam o manejo comunitário do pirarucu em dez Unidades de Conservação, oito Terras Indígenas e dez Áreas de Acordo de Pesca no estado do Amazonas. Atuando em articulação com organizações parceiras e instâncias de governo, o Coletivo leva para a COP 30 as vozes e experiências de quem vive na floresta, contribuindo com soluções concretas de adaptação, mitigação e justiça climática.


Na Cúpula dos Povos rumo à COP 30, o cardápio será também um manifesto pela justiça climática.
A edição brasileira da Cúpula garantirá um cardápio composto por 90% de alimentos agroecológicos, provenientes da agricultura familiar, oriundos de povos e comunidades tradicionais — um feito inédito promovido pela Articulação Agroecológica da Amazônia e suas organizações co-gestoras, por meio da execução do maior Programa de Aquisição de Alimentos (PAA) da história em formato instantâneo.
Serão mais de 160 toneladas de alimentos oriundos de diversas regiões do Brasil, com destaque para a cultura alimentar da Amazônia. Entre as proteínas que vão alimentar mais de 10 mil pessoas, está o pirarucu de manejo sustentável, símbolo da conservação comunitária amazônica e de uma economia que valoriza os territórios e seus povos.
A Associação dos Produtores Rurais de Carauari (Asproc), responsável pela marca coletiva Gosto da Amazônia — fruto do arranjo comercial entre as associações que integram o Coletivo do Pirarucu —, levará sete toneladas de pirarucu para as refeições diárias e para o tradicional Banquetaço da Cúpula dos Povos.
Com a Cúpula dos Povos 2025, inaugura-se um novo capítulo: o da comida limpa, justa e com propósito. Porque enfrentar a crise climática também passa pelo que colocamos no prato.
Local: Pavilhão da Embaixada Planetária, Complexo do Museu Goeldi – Zona Verde
Local: Food hub Pavilion – Blue Zone
Organizadores: Operação Amazônia Nativa (OPAN), Instituto Fronteiras do Desenvolvimento e Uma Concertação pela Amazônia
Link de transmissão: https://www.youtube.com/live/vb2AC5WbNXY
Local: Sala de Eventos Especiais, Pavilhão UGIH – Zona Azul
Local: Prédio da Economia Criativa, Green Zone
Local: Instituto de Ciências Jurídicas, UFPA
Local: Círculo dos Povos – Green Zone
Organizadores: Coletivo do Pirarucu
Organizadores: Cúpula dos Povos
Local: Casa IPÊ
Local: Praça da República
Organizadores: Cúpula dos Povos
Location: Sala Miritizeiro – Pavilhão Pará, Green Zone
Local: Espaço Chico Mendes
Local: Espaço da Cofrem